06 abril 2024

Voltar à rotina

Se há coisas que gosto é de ver e ouvir o mar. Gosto muito mais em boa companhia e ainda mais quando o mar está forte e ruidoso.

Depois de um período conturbado, depois da partida de pessoas que sempre fizeram parte da minha vida, depois de mudanças de fundo obrigatórias e estranhas, parece que o caminho começou a voltar ao normal. 


Finalmente, felizmente!

É bom voltar a ver o mar em cumplicidade e com serenidade.

Que assim continue.

28 agosto 2022

Laços eternos

 

Há laços que existem para além do toque.
Sabe bem agarrar a mão de quem amamos, aquela mesma mão que toda a vida esteve aberta e disponível para mim, que me acompanhou nos bons e nos maus momentos, que esteve sempre ao meu alcance.
Chega uma altura que essa mão começa a perder a força e sinto que não a poderei agarrar muito mais tempo.
A tristeza invade-me mas o calor no coração conforta-me.
As memórias ficaram para sempre, curiosamente as de tempos felizes sobrepõem as das alturas mais tristes.
Os laços ficam, os laços permanecem eternamente e o calor desta mão fica para sempre na pele da minha.
Obrigada por tudo que sempre me deste.
Obrigada pelo tanto que me apoiaste, confortaste e acarinhastes.
Ficam laços eternos, fortes e reconfortantes.
Ficam no meu coração até que ele bata.

14 fevereiro 2021

Sobre nós

Hoje, dia dos namorados, recebi de ti dois corações de papel, entrelaçados, com os nossos nomes e a data de hoje. Fez-me refletir em como somos felizes e nos completamos. Não sou de escrever sobre nós mas hoje é necessário, preciso de deixar escrito a sorte que tive, que tivemos os dois.


Foi um encontro casual, daqueles que só acontecem em filmes românticos, mas já passaram mais de vinte anos. Se de inicio foi intenso mas com algum receio do futuro, hoje é intenso e tranquilo.

Não carregamos o nosso passado, cada um tinha uma história de vida diferente que ficou parada no dia em que definitivamente nos juntamos, mas trouxemos a experiência e sabíamos o que não queríamos para nós.

Eu trouxe filhos que depois nos deram netos, netos nossos que nos amam de igual modo.

E assim passaram os anos, a pouco e pouco, trabalhando, passeando e amando em perfeita sintonia e cumplicidade. Fizemos conceções das nossas diferenças, respeitamos as nossas opiniões e unimo-nos no mesmo caminho.

A pandemia juntou-nos todas as horas do dia, retirou-nos as influências externas, muitas das comodidades a que estávamos habituados e quase toda a liberdade de sair, mas a vida mostrou-nos que continuávamos felizes e companheiros mesmo de um modo diferente.

Sentimos a falta dos afetos familiares, saudades de conviver com quem gostamos, das brincadeiras e abraços dos netos, isso sim, é díficil de aguentar, mas nós continuamos juntos e sobretudo com saúde.

E há quase um ano que estamos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto em perfeito e total convívio, em completa sintonia, com o respeito e alegria de nos termos um ao outro.

Sou grata ao Universo, muito grata.

13 fevereiro 2021

Da disciplina à rotina

Disciplina não é rotina.

Não gosto nada de rotinas e assim que me reformei um dos meus maiores contentamento foi mesmo a liberdade de horários e de obrigações programadas. 

No entanto, talvez pela vertente do yoga, sou pela disciplina e hábitos saudáveis e por isso tenho no meu dia algumas práticas diárias.

Uma delas é logo no inicio do dia. Durante cerca de uma hora faço alongamentos, algumas saudações ao Sol e posturas de força, termino com um pranayama completo. Na verdade não estou só, fazemos  tudo a dois.
Cantamos um mantra em sânscrito e estamos prontos para tomar um pequeno almoço.  


Depois de um jejum de catorze horas (o jantar termina pelas vinte e até às dez da manhã não comemos nada) o pequeno almoço tem de ser bem nutritivo. Faço de véspera um pote de leite vegetal com aveia, sementes e fruta que àquela hora sabe divinalmente.


O jejum que fazemos é apenas para dar o devido descanso ao intestino. É um órgão vital para o nosso bem estar e precisa de descanso.  

 A partir daí a disciplina continua apenas com horários certos para as refeições e para uma última sessão de yoga ou quinze minutos de elíptica antes de jantar.

Temos todo o resto do dia para escolher as atividades, que vão da escrita à leitura, bricolage, arrumações ou apenas relaxar na varanda numa boa conversa. 

Não tenho rotinas, não tenho pressões nem horários, tenho e sigo uma disciplina que me agrada muito.
Agrada aos dois.  Sempre a dois 😊

31 dezembro 2020

Nascer e renascer


No último dia do ano mais estranho das nossas vida é hora de refletir sobre ele e sobre tudo que nos ensinou.
Devemos interiorizar que por mais diferentes que achemos que somos, percebemos que afinal todos nós nos tornamos igualmente frágeis e vulneráveis a qualquer pandemia ou catástrofe que nos apareça. Que os bens materiais são completamente inúteis quando somos impedidos de os utilizar, que os bens maiores que temos são a saúde e a paz de espírito.
Quando perdemos algum dos nossos não remedeia pensar o que deveríamos ter feito, mas pensar o vamos fazer quando alguém se afastar, saber porque o fez e como o podemos ajudar.
Acreditarmos que as amizades devem ser sinceras, desprovidas de tudo para além de um sentimento verdadeiro, alimentadas continuamente e não termos medo de dizer o quando gostamos delas ou que do nada nos lembramos de perguntar se está tudo bem, se precisam de nós.
Este ano o universo afastou as famílias, os amigos e todas as pessoas fisicamente, então podemos perceber a falta que nos fazem os afetos, os abraços e que o melhor da vida é mesmo a Saúde e o Amor.
Que o 2021 nos traga tudo o que nos tirou este ano e não nos deixe esquecer o que realmente precisamos nas nossas vidas.

São os ensinamentos da vida, os ensinamentos da natureza que nasce e renasce no nada.

20 dezembro 2020

Herança

 

Não quero deixar joias nem cobres, não quero deixar notas nem títulos.
Na minha herança escolho deixar a sabedoria de uma vida, os ensinamentos aprendidos nas adversidades, os exemplos das escolhas que fiz, os frutos das conquistas colhidos ao longo dos anos, a gratidão e felicidade que sempre sinto pelos simples facto de poder viver.

Também foi esta a herança que recebi e que guardo no coração carinhosamente.

14 dezembro 2020

A "não" magia do Natal


O ano passado com uma foto idêntica escrevi um texto sobre a magia do Natal.
Este ano, este 2020 de pandemia e isolamentos, não encontro essa magia. Por mais luzes que se acedam ou bolas coloridas que se pendurem nada vai aquecer o coração das famílias.
Tenho duas opções para o celebrar:  ficar em casa protegida do contagio ou juntar a família com a preocupação de máscaras, distanciamentos e desinfeções.

Não há abraços nem beijos, a ceia não pode ser partilhada livremente e a simples troca de prendas será diferente.

Então  escolhi uma outra solução, escolhi esquecer este Natal, ignorar esta época do ano, não sentir sequer a magia.
Se não posso ter a família ao meu redor a deixar fluir sentimentos que nos envolvem sempre nesta noite de 24 de Dezembro, então nada mais importa.

Não há magia, não há Natal. 
Espero calmamente e com esperança que chegue o próximo.

08 novembro 2020

A minha tranquilidade



Nesta época díficil que atravessamos as notícias não são boas, mas há pessoas que teimam em desvalorizar a situação encontrando dados falsos e gráficos complicados para assustar ainda mais.

Interessante que com a divulgação de tudo o que é contra as medidas impostas para tentar travar a pandemia a única coisa que as pessoas conseguem é gastar energias, arranjar conflitos e demonstrar ignorância e desrespeito.

Desliguei-me um pouco da todo o bombardeio de informação e contra informação. Limito-me a ver um ou outro noticiário diário, ler as atualidades que me chegam ao telemóvel e pouco mais.
Sigo as regras que são impostas e aconselhadas com a sensação de serem as melhores.  Quem reclama, goza ou deturpa não tem soluções melhores, não tem soluções algumas.
Reclamam por não poder sair livremente, por usar máscara, por ter de desinfetar as mãos, reclamam da economia, reclamam apenas!

Assusto-me algumas vezes, tenho medos e preocupações, tenho alturas do dia complicados sim,  mas não lanço confusão e tento acalmar-me.

No meio da natureza sinto que me acalmo, o cheio e a frescura da vegetação levam as preocupações, o ar puro entra fundo nos pulmões, a companhia e as conversas com o Júlio são descontraídas e felizes.

Paramos para respirar, fazer posturas de yoga, fotografar, brincar e rir.
Lá sou feliz, estou tranquila e esqueço tudo por umas horas. 

28 outubro 2020

As minhas mudanças

Não foi de um dia ao outro, não foi propositado nem pensado, foi acontecendo. Pela idade ou pela evolução interior que tenho vindo a fazer ao longo dos anos, a verdade é que perdi a paciência para algumas coisas que fazia ou gostava.
Troquei a praia pelo campo, os burburinhos pelo silêncio, os ecrãs pelos livros e por aí a diante.

Antes da pandemia e do isolamento, dos vírus e contágios em que vivemos agora, já tinha notado que os meus gostos estavam a mudar, já não tinha pachorra para centros comerciais, esplanadas, praias cheias, trânsito em hora de ponta e coisas do género.

Gosto de estar em casa com as minhas invenções diárias de culinária, a minha horta de varanda, os meus livros e textos, gosto de escrever e ouvir musica, estudar os alimentos versus qualidade de vida.

Sair para ver alguma coisa que valha mesmo a pena, valorizar os amigos que são mesmo amigos 

Caminhar na serra, fazer yoga e fotografar pormenores por onde passo.
Até a fotografia se tornou seletiva, só mesmo o que me chama a atenção em meu redor. 

Acho que a minha vida está mais sossegada e simples. Mais tranquila e saudável.
Gosto mais dela assim. 

08 agosto 2020

Almoços práticos e portáteis

O nosso almoço portátil, nutritivo e saboroso comido à sombra das árvores do Parque de Monsanto.


Nestes tempos de pandemia e contágios em que não se pode metade das coisas e se tem medo da outra metade, está para mim fora de questão frequentar restaurantes. Foi esta a solução encontrada quando fazemos alguma saída necessária. 



 De pernas para o ar para que os temperos que os temperos que pus no fundo possam inundar toda a salada.
O azeite e vinagre iria estragar a alface e a rúcula por isso só é misturado na hora de comer e assim deste modo.


E pronto, com oregãos, tomilho e sementes de sésamo tostados a dar sabor está uma salada de grão pronta a comer e uma refeição com tudo que precisamos durante umas boas horas.
No final poupamos tempo e dinheiro sabendo o que estamos a comer.


07 agosto 2020

Reforma a dois

Agora que finalmente estamos os dois reformados chegou uma pandemia que nos retira a liberdade.
Os projetos de viagens, os passeios e até os os convívios com amigos ficaram adiados. O pior é que não há data, não há prespetiva de tempo para que tudo volte ao normal, isto se algum dia voltar a ficar tudo igual.
Também não há proximidade com a família, nem afetos ou brincadeiras maiores.


Mas com saúde e entendimento entre os dois vamos passando os dias felizes e brincalhões como sempre.
Os passeios pela nossa maravilhosa Serra da Arrábida mantêm-se e lá podemos tirar as "obrigatórias" máscaras e caminhar, trepar, fazer yoga ou merendar.


O Sol da nossa varanda, as plantações que faço na hortinha e as várias tarefas domésticas e lúdicas ocupam o nosso tempo e só precisamos de nos manter saudáveis.

Venha a vacina, venha a cura e venham os passeios.

10 julho 2020

Assim vai a horta



Já são 25 os frutos que o tomateiro tem a crescer, aliás 21 porque já apanhei 4. São adocicados e saborosos.
Uma floreira com 20 cm de altura e tão produtiva.
Para cultivar o que quer que seja é sempre preciso muito amor e atenção. É assim que numa horta vertical com 7 canteiros e 6 vasos pequenos consigo ter tomate, morangos (pouccos) acelgas, espinafres, beldroegas, pimentos,louro, alecrim e muitas ervas de cheiro.
Estou à espera que os rabanetes, couve penca e alface semeados ontem comecem a despontar da terra.
Já é um gosto antigo que provavelmente herdei.

Lembro-me que o meu pai fez um canteiro em tijolo com poucos metros de cumprimento onde  conseguia ter muitas coisa cultivadas. Eu era bem pequena e teimosa e lembro-me muito bem do piri-piri do qual tenho uma experiência não muito boa, mexi onde não podia e correu-me mal. Acho que andei dois dias com a boca dormente.

28 junho 2020

Em tempo de pandemia

Estamos desde meados de Março a combater uma pandemia mundial.
Isolamo-nos em casa para evitar a propagação do vírus, compras online, saídas só três meses depois e muito raramente. Quando o fazemos é para ver filhos e netos à distância ou para respirar e caminhar na Serra da Arrábida.

Têm sido dias difíceis pela situação, incertezas, notícias e até por medo de contrair a doença.
Não são permitidos contatos físicos, os cafés, bares e restaurantes encerraram e só reabriram à umas semanas e há focos de contagio um pouco pelo país.

Temos a sorte de nos darmos muito bem e de nos sentirmos felizes os dois em casa. Aceitamos a situação e retiramos a parte boa de todas as coisas.

Hoje foi a segunda vez que fomos à serra, já tinha muitas saudades do cheiro, da terra, do mar, de brincar!


Saltei, trepei, rodopiei. Foi uma tarde diferente, a lembrar os tempos normais em que éramos livres e mais felizes.


Chegamos a casa mais leves e com mais energia para continua esta jornada a dois, em tempos de pandemia, saudades e inquietação.

22 dezembro 2019

A magia do Natal


A magia do Natal, aquela magia que juntava a família à mesa a saborear todos os pratos tradicionais da época feitos pela avó durante horas entre fogão e forno?
Essa vai ficando a cada ano mais ténue e distante.
O tempo é mais curto, os afazeres são maiores, a avó de hoje já não é a mesma e a cozinha vai ficando mais vazia a cada ano.
Compram-se os doces que foram encomendados com uma semana de antecedência.
Os embrulhos escondidos pela casa dos olhares curiosos dos mais novos já ficam mais à vista porque são escolhidos antecipadamente por quem os vai receber.
A casa já não é tão enfeitada.
Mas a magia que está no amor da família, no gosto de estar perto deles, na confraternização e nos petiscos à roda da mesa mantém-se.
O barulho dos pratos e talheres, o cheiro da tradição, as gargalhadas das crianças e sorrisos dos adultos fazem sempre  Natal.
E no Natal há sempre uma magia que não acaba (espero)!

09 setembro 2019

O doce sabor dos netos


Como sabe bem ao fim da tarde ir buscar  uma neta irrequieta e brincalhona, que nos faz atravessar o jardim saltitando de pedrinha em pedrinha.

É bom conversar ingenuamente sobre assuntos triviais e de ocasião. Ouvir as suas gargalhadas misturadas com o som dos pássaros, o cheiro de novas plantas e o calor do sol.
É o regresso à infância dos filhos, é ter tempo para recordar, reviver, apreciar...

Ter mais tempo para aproveitar o convívio dos netos, antes que cresçam à velocidade com que os filhos cresceram (e já cresceram tanto ... )

É bom apreciar as pequenas coisas, mas que são tão importantes e nos ajudam a manter um espírito mais brando e jovem.

É bom ter tempo, tempo para as pequenas grandes coisas da vida!

Sobre alimentação




Sempre me interessei pela alimentação e pelo pode dos alimentos.
Não para fazer pratos saborosos e elaborados, mas pelos benefícios que podemos ter na saúde.
O meu primeiro livro de receitas macrobióticas data de 1986.

Em 2002 tornei-me vegetariana, não só pela saúde, mas também por motivos éticos e ecológicos.
Com a grande divulgação e adesão  deste tema passeia a ter uma maior informação.
Tenho uma panóplia de livros e artigos sobre o "bem comer para bem viver".

Muito do que leio já utilizo na cozinha e no modo de cozinhar, mas há sempre algo a aprender.

O interesse de encontrar nos alimentos o tratamento das doenças e o modo das evitar não é para prolongar a vida até ao infinito, mas preservar a sua qualidade e bem estar.

Para ver: https://asaudeamesa.blogspot.pt/

Companheirismo


E é assim entre brincadeiras e cumplicidades, intercaladas em afazeres domésticos e familiares que o tempo tem vindo a passar.

Corre rápido e preenchido, muito preenchido, mas com muito amor e companheirismo.

Feliz que assim seja !

Momentos de lazer


Um passeio à beira mar, um olhinho no artesanato exposto nas ruas da Costa da Caparica e terminar a tarde de Domingo com um chá em boa companhia.

Reconfortante!

Pronta para enfrentar a próxima semana que está a chegar.

08 setembro 2019

Rebeldia ou afirmação ?



Acho que nasci rebelde, dizem que nasci rebelde e eu acredito.
Acredito porque gosto de pensar e decidir por mim, nasci com uma cabeça que até tem um cérebro lá dentro que deve servir para alguma coisa.

Ideias ou hábitos pré-concebidos não me convencem só porque sim. Tudo tem de ter uma razão.
Nunca vou por um caminho só porque alguém me leva. Vou por um caminho que escolho e quando o faço em boa companhia é excelente.

Acato as obrigações, as ordens, as leis, mas não êxito em as contestar se assim o entender.
Não sou de me lamentar. Os lamentos não apagam os contratempos.


Sigo o meu caminho, salto os meus obstáculos, contorno as minhas dificuldades.
Vivo a minha vida da única maneira que sei, com verdade, um sorriso e um coração.
Tudo que faz parte dela faz parte do meu percurso. Percurso que tenho seguido em boa companhia.
Na companhia de uma família fantástica e de amigos sinceros. Se não forem sinceros não são amigos, são pessoas que nos ensinam muita coisa.

Sou grata por todos eles.

Tento sempre aprender. Tudo que me acontece tem um propósito e preciso que faça sentido e deixe um ensinamento, uma evolução.
Acho que não nasci formatada e se nasci já me desprogramei.

Além disso tenho uma criança algures cá dentro que não cresceu e as crianças são genuínas, destemidas e determinadas.

Também o sou! E foi assim que entrei na minha fase de "reformada" há já alguns anos.

Nunca desisti dos meus sonhos


Um dos meus sonhos de criança e a minha primeira escolha profissional era ser professora de educação física, mas a vida trocou-me as voltas e sentou-me 35 anos atrás de uma secretária.

Embora satisfeita com a minha vida profissional, volta e meia vinha-me à ideia como seria se tivesse seguido a minha opção.


Há cerca de 20 anos iniciei a prática de Yoga, tornei-me vegetariana e senti que muito em mim se modificou assim como a minha interação com os outros.

Sempre que era possível ia praticar ao ar livre, no jardim ou na praia.
No inverno ou nos dias frios a prática ficava mesmo por casa, mas sempre com regularidade.


Assim que me reformei resolvi juntar "o melhor de dois mundos" e fiz uma formação de professora de yoga para crianças, uma ótima decisão!


Agora há mais tempo para isto também, para praticar diariamente e ajudar as crianças a fazer o mesmo. 

O Yoga é muito importante para manter mente, espírito e físico saudáveis.


E como é gratificante ficar rodeada de pequenas crianças que se divertem fazendo o que lhes vou ensinando em brincadeiras educativas e posturas físicas, imitando animais ou situações do dia a dia.

O tempo passa a correr e quando chega a canção final muitos ficam desapontados porque querem continuar, outros nem tanto.  Algumas crianças dispersam-se a meio, mas a cada aula a concentração comum aumenta sem perder a alegria.

É benéfico para as crianças a nível de concentração, auto-estima e auto-controle e eu saiu de coração cheio.

Depois da reforma pode haver uma nova vida. Pode haver espaço para fazer o que se queria fazer aos 15 anos.

Eu consegui!
Coisas simples, coisas minhas...
Alguns dos meus hábitos, das minhas ideias e descobertas