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14 fevereiro 2021

Sobre nós

Hoje, dia dos namorados, recebi de ti dois corações de papel, entrelaçados, com os nossos nomes e a data de hoje. Fez-me refletir em como somos felizes e nos completamos. Não sou de escrever sobre nós mas hoje é necessário, preciso de deixar escrito a sorte que tive, que tivemos os dois.


Foi um encontro casual, daqueles que só acontecem em filmes românticos, mas já passaram mais de vinte anos. Se de inicio foi intenso mas com algum receio do futuro, hoje é intenso e tranquilo.

Não carregamos o nosso passado, cada um tinha uma história de vida diferente que ficou parada no dia em que definitivamente nos juntamos, mas trouxemos a experiência e sabíamos o que não queríamos para nós.

Eu trouxe filhos que depois nos deram netos, netos nossos que nos amam de igual modo.

E assim passaram os anos, a pouco e pouco, trabalhando, passeando e amando em perfeita sintonia e cumplicidade. Fizemos conceções das nossas diferenças, respeitamos as nossas opiniões e unimo-nos no mesmo caminho.

A pandemia juntou-nos todas as horas do dia, retirou-nos as influências externas, muitas das comodidades a que estávamos habituados e quase toda a liberdade de sair, mas a vida mostrou-nos que continuávamos felizes e companheiros mesmo de um modo diferente.

Sentimos a falta dos afetos familiares, saudades de conviver com quem gostamos, das brincadeiras e abraços dos netos, isso sim, é díficil de aguentar, mas nós continuamos juntos e sobretudo com saúde.

E há quase um ano que estamos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto em perfeito e total convívio, em completa sintonia, com o respeito e alegria de nos termos um ao outro.

Sou grata ao Universo, muito grata.

31 dezembro 2020

Nascer e renascer


No último dia do ano mais estranho das nossas vida é hora de refletir sobre ele e sobre tudo que nos ensinou.
Devemos interiorizar que por mais diferentes que achemos que somos, percebemos que afinal todos nós nos tornamos igualmente frágeis e vulneráveis a qualquer pandemia ou catástrofe que nos apareça. Que os bens materiais são completamente inúteis quando somos impedidos de os utilizar, que os bens maiores que temos são a saúde e a paz de espírito.
Quando perdemos algum dos nossos não remedeia pensar o que deveríamos ter feito, mas pensar o vamos fazer quando alguém se afastar, saber porque o fez e como o podemos ajudar.
Acreditarmos que as amizades devem ser sinceras, desprovidas de tudo para além de um sentimento verdadeiro, alimentadas continuamente e não termos medo de dizer o quando gostamos delas ou que do nada nos lembramos de perguntar se está tudo bem, se precisam de nós.
Este ano o universo afastou as famílias, os amigos e todas as pessoas fisicamente, então podemos perceber a falta que nos fazem os afetos, os abraços e que o melhor da vida é mesmo a Saúde e o Amor.
Que o 2021 nos traga tudo o que nos tirou este ano e não nos deixe esquecer o que realmente precisamos nas nossas vidas.

São os ensinamentos da vida, os ensinamentos da natureza que nasce e renasce no nada.

20 dezembro 2020

Herança

 

Não quero deixar joias nem cobres, não quero deixar notas nem títulos.
Na minha herança escolho deixar a sabedoria de uma vida, os ensinamentos aprendidos nas adversidades, os exemplos das escolhas que fiz, os frutos das conquistas colhidos ao longo dos anos, a gratidão e felicidade que sempre sinto pelos simples facto de poder viver.

Também foi esta a herança que recebi e que guardo no coração carinhosamente.

Coisas simples, coisas minhas...
Alguns dos meus hábitos, das minhas ideias e descobertas