08 novembro 2020

A minha tranquilidade



Nesta época díficil que atravessamos as notícias não são boas, mas há pessoas que teimam em desvalorizar a situação encontrando dados falsos e gráficos complicados para assustar ainda mais.

Interessante que com a divulgação de tudo o que é contra as medidas impostas para tentar travar a pandemia a única coisa que as pessoas conseguem é gastar energias, arranjar conflitos e demonstrar ignorância e desrespeito.

Desliguei-me um pouco da todo o bombardeio de informação e contra informação. Limito-me a ver um ou outro noticiário diário, ler as atualidades que me chegam ao telemóvel e pouco mais.
Sigo as regras que são impostas e aconselhadas com a sensação de serem as melhores.  Quem reclama, goza ou deturpa não tem soluções melhores, não tem soluções algumas.
Reclamam por não poder sair livremente, por usar máscara, por ter de desinfetar as mãos, reclamam da economia, reclamam apenas!

Assusto-me algumas vezes, tenho medos e preocupações, tenho alturas do dia complicados sim,  mas não lanço confusão e tento acalmar-me.

No meio da natureza sinto que me acalmo, o cheio e a frescura da vegetação levam as preocupações, o ar puro entra fundo nos pulmões, a companhia e as conversas com o Júlio são descontraídas e felizes.

Paramos para respirar, fazer posturas de yoga, fotografar, brincar e rir.
Lá sou feliz, estou tranquila e esqueço tudo por umas horas. 

28 outubro 2020

As minhas mudanças

Não foi de um dia ao outro, não foi propositado nem pensado, foi acontecendo. Pela idade ou pela evolução interior que tenho vindo a fazer ao longo dos anos, a verdade é que perdi a paciência para algumas coisas que fazia ou gostava.
Troquei a praia pelo campo, os burburinhos pelo silêncio, os ecrãs pelos livros e por aí a diante.

Antes da pandemia e do isolamento, dos vírus e contágios em que vivemos agora, já tinha notado que os meus gostos estavam a mudar, já não tinha pachorra para centros comerciais, esplanadas, praias cheias, trânsito em hora de ponta e coisas do género.

Gosto de estar em casa com as minhas invenções diárias de culinária, a minha horta de varanda, os meus livros e textos, gosto de escrever e ouvir musica, estudar os alimentos versus qualidade de vida.

Sair para ver alguma coisa que valha mesmo a pena, valorizar os amigos que são mesmo amigos 

Caminhar na serra, fazer yoga e fotografar pormenores por onde passo.
Até a fotografia se tornou seletiva, só mesmo o que me chama a atenção em meu redor. 

Acho que a minha vida está mais sossegada e simples. Mais tranquila e saudável.
Gosto mais dela assim. 

08 agosto 2020

Almoços práticos e portáteis

O nosso almoço portátil, nutritivo e saboroso comido à sombra das árvores do Parque de Monsanto.


Nestes tempos de pandemia e contágios em que não se pode metade das coisas e se tem medo da outra metade, está para mim fora de questão frequentar restaurantes. Foi esta a solução encontrada quando fazemos alguma saída necessária. 



 De pernas para o ar para que os temperos que os temperos que pus no fundo possam inundar toda a salada.
O azeite e vinagre iria estragar a alface e a rúcula por isso só é misturado na hora de comer e assim deste modo.


E pronto, com oregãos, tomilho e sementes de sésamo tostados a dar sabor está uma salada de grão pronta a comer e uma refeição com tudo que precisamos durante umas boas horas.
No final poupamos tempo e dinheiro sabendo o que estamos a comer.


07 agosto 2020

Reforma a dois

Agora que finalmente estamos os dois reformados chegou uma pandemia que nos retira a liberdade.
Os projetos de viagens, os passeios e até os os convívios com amigos ficaram adiados. O pior é que não há data, não há prespetiva de tempo para que tudo volte ao normal, isto se algum dia voltar a ficar tudo igual.
Também não há proximidade com a família, nem afetos ou brincadeiras maiores.


Mas com saúde e entendimento entre os dois vamos passando os dias felizes e brincalhões como sempre.
Os passeios pela nossa maravilhosa Serra da Arrábida mantêm-se e lá podemos tirar as "obrigatórias" máscaras e caminhar, trepar, fazer yoga ou merendar.


O Sol da nossa varanda, as plantações que faço na hortinha e as várias tarefas domésticas e lúdicas ocupam o nosso tempo e só precisamos de nos manter saudáveis.

Venha a vacina, venha a cura e venham os passeios.

10 julho 2020

Assim vai a horta



Já são 25 os frutos que o tomateiro tem a crescer, aliás 21 porque já apanhei 4. São adocicados e saborosos.
Uma floreira com 20 cm de altura e tão produtiva.
Para cultivar o que quer que seja é sempre preciso muito amor e atenção. É assim que numa horta vertical com 7 canteiros e 6 vasos pequenos consigo ter tomate, morangos (pouccos) acelgas, espinafres, beldroegas, pimentos,louro, alecrim e muitas ervas de cheiro.
Estou à espera que os rabanetes, couve penca e alface semeados ontem comecem a despontar da terra.
Já é um gosto antigo que provavelmente herdei.

Lembro-me que o meu pai fez um canteiro em tijolo com poucos metros de cumprimento onde  conseguia ter muitas coisa cultivadas. Eu era bem pequena e teimosa e lembro-me muito bem do piri-piri do qual tenho uma experiência não muito boa, mexi onde não podia e correu-me mal. Acho que andei dois dias com a boca dormente.

28 junho 2020

Em tempo de pandemia

Estamos desde meados de Março a combater uma pandemia mundial.
Isolamo-nos em casa para evitar a propagação do vírus, compras online, saídas só três meses depois e muito raramente. Quando o fazemos é para ver filhos e netos à distância ou para respirar e caminhar na Serra da Arrábida.

Têm sido dias difíceis pela situação, incertezas, notícias e até por medo de contrair a doença.
Não são permitidos contatos físicos, os cafés, bares e restaurantes encerraram e só reabriram à umas semanas e há focos de contagio um pouco pelo país.

Temos a sorte de nos darmos muito bem e de nos sentirmos felizes os dois em casa. Aceitamos a situação e retiramos a parte boa de todas as coisas.

Hoje foi a segunda vez que fomos à serra, já tinha muitas saudades do cheiro, da terra, do mar, de brincar!


Saltei, trepei, rodopiei. Foi uma tarde diferente, a lembrar os tempos normais em que éramos livres e mais felizes.


Chegamos a casa mais leves e com mais energia para continua esta jornada a dois, em tempos de pandemia, saudades e inquietação.

22 dezembro 2019

A magia do Natal


A magia do Natal, aquela magia que juntava a família à mesa a saborear todos os pratos tradicionais da época feitos pela avó durante horas entre fogão e forno?
Essa vai ficando a cada ano mais ténue e distante.
O tempo é mais curto, os afazeres são maiores, a avó de hoje já não é a mesma e a cozinha vai ficando mais vazia a cada ano.
Compram-se os doces que foram encomendados com uma semana de antecedência.
Os embrulhos escondidos pela casa dos olhares curiosos dos mais novos já ficam mais à vista porque são escolhidos antecipadamente por quem os vai receber.
A casa já não é tão enfeitada.
Mas a magia que está no amor da família, no gosto de estar perto deles, na confraternização e nos petiscos à roda da mesa mantém-se.
O barulho dos pratos e talheres, o cheiro da tradição, as gargalhadas das crianças e sorrisos dos adultos fazem sempre  Natal.
E no Natal há sempre uma magia que não acaba (espero)!
Coisas simples, coisas minhas...
Alguns dos meus hábitos, das minhas ideias e descobertas